Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Violência na Cidade de Deus e na Maré deixa 14 mil estudantes sem aula

Polícia faz operação na região das favelas onde quatro PMs morreram na queda de um helicóptero da corporação e sete traficantes foram executados

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2016 | 11h01

RIO - A violência deixou cerca de 14 mil alunos sem aulas na manhã desta segunda-feira, 21, nas regiões das favelas Cidade de Deus e no Complexo do Maré, nas zonas oeste e norte do Rio.

Na Cidade de Deus e nos bairros próximos Gardênia Azul e Anil, 14 escolas, 5 creches e 6 Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI) fecharam e 7.058 estudantes ficaram em casa. Na Maré, são 13 escolas, 3 creches e 12 EDIs sem atendimento, num total de 7.194 alunos sem aulas.

A Secretaria Municipal de Educação informou que os alunos prejudicados são do turno da manhã e que o conteúdo será reposto. Para o turno da tarde, ainda não há informações.

A polícia continua em operação na Cidade de Deus, onde, no fim de semana, quatro policiais militares morreram na queda de um helicóptero da corporação, durante um tiroteio, e sete traficantes foram executados. O governo federal ofereceu o reforço de integrantes da Força Nacional de Segurança. A ocupação é por tempo indeterminado. Acessos estão sendo bloqueados e motoristas e veículos, revistados. Já foram apreendidas armas e drogas e sete pessoas acabaram presas. O policiamento se concentra também nas ruas internas na favela. Houve tiroteio nesta madrugada, segundo relatos de moradores.

Na Maré, a PM faz operação porque a facção criminosa que domina a Cidade de Deus também atua no complexo. Na página Maré Vive, no Facebook, há relatos de moradores. "Caveirão circulando pela Rua Brasília, no Parque União. É o mundo se acabando em tiro! Sem aulas nas escolas. Pessoas impedidas de trabalhar...", escreveu uma pessoa. Não há informações de feridos nem presos.

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