Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Vítima de estupro coletivo presta segundo depoimento

Jovem de 16 anos chegou à delegacia com a cabeça coberta; namorado da adolescente diz ter estado com ela dois dias antes da ocorrência

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2016 | 17h56

RIO - A adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo no último fim de semana chegou às 17h desta sexta-feira, 27, à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil, para prestar um segundo depoimento. 

No primeiro depoimento, na madrugada de quinta-feira, 26, disse que 33 bandidos armados de fuzis e pistolas participaram das agressões sexuais que sofreu em uma casa no morro do Barão, na Praça Seca, zona oeste.

Acompanhada da mãe e da advogada Eloísa Samy Santiago, a vítima, ao chegar à Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas, na zona norte), teve a cabeça coberta por um agasalho e não deu entrevistas. A advogada disse que não houve "suposto estupro", como dissera, em entrevista no início desta tarde, o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso. "Não tem nada de suposto estupro, foi estupro", disse ela.

Também chegou minutos atrás à Cidade da Polícia o advogado Eduardo Antunes, que defende o suposto namorado da adolescente, o jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte dos Santos, o Luquinhas, de 20 anos. 

O meia do Boavista, time da primeira divisão do Campeonato Estadual, disse, segundo o advogado, que esteve com ela 48 horas antes do estupro coletivo. "Ele soube que está sendo acusado pela imprensa", disse o advogado.

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