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Brasil

Tribunal Superior do Trabalho

Aeronautas ameaçam parar por tempo indeterminado no dia 12

Sindicato realizará nova assembleia no dia 11 e afirma que, se não houver acordo até a data, fará paralisações diárias das 6h às 8h

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Luiz Fernando Toledo,
O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2016 | 12h41

Aeronautas e aeroviários que realizaram uma paralisação de duas horas na manhã desta quarta-feira, 3, prometem iniciar uma greve, por tempo indeterminado, em todo o País a partir do dia 12, se não houver acordo com as empresas. 

"Decidimos suspender a greve durante o carnaval, mas, se não houver acordo até a quinta (11), no dia da assembleia, paralisaremos a partir de sexta por tempo indeterminado", disse o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), Rodrigo Spader. De acordo com ele, as próximas paralisações devem acontecer sempre da mesma forma: das 6h às 8h, nos mesmos aeroportos. A categoria também aguarda a realização de uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, ainda sem data prevista.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) afirmou que nos últimos dez anos os funcionários receberam reajustas acima da inflação. Destacou ainda que já foram feitas seis propostas desde o início das negociações e todas foram recusadas.

Na manhã desta quarta-feira, pilotos de avião, comissários e agentes em terra fizeram uma paralisação parcial em 12 aeroportos brasileiros. A estimativa dos sindicalistas é de que ao menos 200 voos tenham sido paralisados no período. As empresas aéreas informaram que ações de contingência foram adotadas para minimizar o impacto na operação aérea e manter a normalidade do sistema.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até o fim da paralisação, 70 voos foram cancelados e 103 atrasaram, de um total de 405. Congonhas foi o aeroporto mais afetado, onde, das 35 partidas previstas, 17 foram canceladas, além de 11 atrasos. O reflexo dos atrasos seguia até as 11h, quando a Infraero registrou 102 voos atrasados no País, 10 deles em Congonhas.

A Azul, em nota, disse que a empresa não está divulgando os números exatos de voos impactados, mas ressalta que "todos os clientes estão recebendo assistência". A Avianca  apontou que 13 de um total de 32 operações foram impactadas pela greve de aeronautas e aeroviários, mas que os passageiros que tiveram voos cancelados terão "reacomodações nos próximos voos disponíveis". A Gol informou que 59 voos sofreram atrasos maiores do que 30 minutos. "Não houve nenhum cancelamento hoje por causa da paralisação". Segundo a empresa, "para amenizar o desconforto aos clientes", a companhia fez previamente 14 cancelamentos e a reprogramação de outros voos. 

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