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Falta de medicamento de alto custo prejudica tratamento de pacientes com câncer

Funcionários da Unidade Dispensadora Tenente Pena, na região do Bom Retiro, não deram previsão para a chegada do remédio

Renata Okumura

22 Janeiro 2018 | 15h00

SÃO PAULO – Vera Ferreira mora na zona norte da cidade, porém todos os meses precisa se deslocar para uma unidade de saúde indicada pela secretaria estadual para retirar medicamentos de alto custo que usa para o tratamento de câncer. Por duas vezes, a paciente conseguiu retirar tranquilamente os remédios, mas na terceira vez teve uma surpresa desagradável e preocupante ao chegar a Unidade Dispensadora Tenente Pena, que fica na Rua dos Italianos, 506, no Bom Retiro, na região central da cidade.

Unidade Dispensadora Tenente Pena Foto: Renata Okumura

“O tratamento não  pode ser interrompido e não temos condições para arcar com o custo de R$ 18 mil reais por mês. Fomos ao local indicado para retirar a terceira remessa e fomos informados que o remédio está em falta e o mais grave sem previsão de chegada”, reclamou Ricardo Ferreira, irmão de Vera.

Ele ressalta que a irmã deveria receber o quanto antes para dar continuidade ao tratamento. Segundo ele, ela toma um comprimido por quatro semanas, faz uma pausa de duas semanas e depois retoma o uso da medicação.

“Passaram o número da ouvidoria e da Secretaria Estadual de Saúde, mas ligo diariamente e ninguém atende”, disse com preocupação Vera Ferreira.

A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica esclarece que o medicamento Malato de Sunitinibe 50mg da Sra. Vera deverá estar disponível na farmácia de alto custo Tenente Pena nos próximos dias, conforme previsão de entrega sinalizada pelo fornecedor, ao qual foi solicitada celeridade. “A paciente será contatada para retirada do medicamento”, reforçou a nota.

Há três meses, Marli Conceição também deveria retirar o medicamento Anagrelida na Unidade Dispensadora Tenente Pena.

“Recebi a informação de que não tem o remédio e não há previsão de entrega. O medicamento é para o tratamento de redução de plaquetas no sangue. Quem toma não pode ficar sem porque corre o risco de trombose”, destacou Ronaldo Silva que acompanhava Marli Conceição.

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