Racismo construído pelo ódio pode ser destruído?

Racismo construído pelo ódio pode ser destruído?

"O Brasil não gosta de pretos", diz Vitor Del Rey, presidente do Instituto Guetto. Uma verdade simples e concreta. Não se trata de desconhecimento. A exclusão estrutural que elimina a população negra da participação equivalente é motivada pelo desprezo.

Luiz Alexandre Souza Ventura

31 de maio de 2021 | 10h40

Foto do momento em que policiais colocam algemas nos pulsos do ciclista Filipe Ferreira, que é negro, em Cidade Ocidental (GO). Crédito: Reprodução.

Descrição da imagem #pracegover: Foto do momento em que policiais colocam algemas nos pulsos do ciclista Filipe Ferreira, que é negro, em Cidade Ocidental (GO). Crédito: Reprodução.


Saber o que é racismo, compreender como isso funciona no dia a dia, reconhecer que somos racistas – na atitude ou na observação – e agir para que seja feita de fato uma reparação à população negra do Brasil.

Quando ouvi de Vitor Del Rey, presidente do Instituto Guetto, que a prática racista constante em nosso Pais existe porque o Brasil não gosta de pretos, muitas das minhas dúvidas a respeito do problema racial que vivenciamos foram eliminadas.

Essa sempre foi a minha percepção, mas eu não conseguia chegar nessa conclusão porque me parecia concreta demais, simples demais, dura demais. Só que é verdade.

Quando a matéria chegou às redes, os comentários comprovam.

Temos aqui uma exclusão estrutural que elimina propositalmente a população negra da participação equivalente em todos os setores. É intencional, motivada pelo desprezo. Não se trata apenas de desconhecimento, é ódio.

Sendo assim, a discussão tem de avançar. A partir desse fato – o Brasil não gosta de pretos -, precisamos evoluir para mostrar que esse ódio foi construído e pode ser destruído se houver ação real nesse sentido.

Quem pode fazer isso? Como isso pode ser feito? Quanto tempo vai demorar para mudar verdadeiramente? O racismo construído pelo ódio pode ser destruído?


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