Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Início de fevereiro deve ter chuva acima da média em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul

Em dezembro, a intensidade maior atingiu a Bahia, enquanto em janeiro, tempestades foram mais intensas em Minas Gerais; situação coloca em alerta cidades brasileiras para o risco de deslizamentos e alagamentos

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2022 | 12h20

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo deve continuar observando a ocorrência de chuvas ao longo da primeira semana de fevereiro, tendência que também vai afetar os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. As informações são da Climatempo. Nessas regiões, a previsão é que chova acima da média esperada para o período. As cidades paulistas foram atingidas por temporais ao longo do fim de semana, fenômeno que deixou ao menos 21 mortos até esta segunda-feira, 31

Em fevereiro, a temperatura do oceano Atlântico Sul ainda vai influenciar os temporais e as chuvas intensas sobre as regiões sudeste, centro-oeste e sul do País. Além disso, o efeito da La Niña, que ainda persiste, irá reduzir a chuva na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, e acentuar a precipitação no extremo norte. 

Conforme a Climatempo, observando-se como foi a questão do deslocamento da chuva, ela está cada vez mais ao sul. Em dezembro, atingiu mais a Bahia. Em janeiro, Minas Gerais. E agora, em fevereiro, deve ser mais intensa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. "O solo se encontra bastante saturado, por isso, vale o alerta para todas as áreas paulistas, mineiras e fluminenses", acrescentou.

No sudeste, a frente fria avança do sul, ajudando a formar uma zona de convergência, o que significa que há maior possibilidade de chuva entre a média e acima da média em boa parte da região. No Centro-Oeste, inclusive, o Mato Grosso do Sul, que tem sofrido mais com as estiagens, também há possibilidade de precipitação de chuva acima do normal.

Para a região sul, terá um alívio com relação ao período de estiagem enfrentado desde o fim do ano passado. Há expectativa de chuva, acima da média, em Santa Catarina e Paraná. Já no Rio Grande do Sul, a chuva permanecerá abaixo da média. Mas ainda com o efeito da La Niña ainda há possibilidade de estiagem em algumas regiões.

Nesta segunda-feira, 31, último dia do mês de janeiro, a forte umidade que vem do norte do País ainda está sendo envolvida por uma frente fria que atinge São Paulo. Com isso, muita nebulosidade se espalha em grande parte da região norte, centro-oeste e também no sudeste.

Em janeiro, chuvas muito volumosas atingiram diversas partes do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País, provocando mortes, deslizamentos, alagamentos e destruição de rodovias. Centenas de pessoas também ficaram sem lares.

“Não se descarta a possibilidade de novos danos no início desta semana. Ainda há condição para chuva severa em todo o centro-norte e noroeste de São Paulo, Vale do Paraíba, Grande São Paulo, Sul de Minas Gerais, triângulo mineiro, nordeste de Mato Grosso do Sul e extremo sudeste de Goiás”, informou a Climatempo.

Oito criança estão entre as vítimas das chuvas em SP

Desde domingo, 30, em decorrência das intensas tempestades que atingiram a região metropolitana e o interior de São Paulo, ao menos 21 pessoas morreram. Oito crianças estão entre as vítimas. Municípios também registraram o transbordamento de rios, alagamentos, deslizamentos e interdições de rodovias, ruas e avenidas após chuvas intensas atingirem a região. Cerca de 340 famílias estão desabrigadas e outras 320 foram desalojadas, segundo o governo estadual. Ao menos cinco pessoas estão desaparecidas e nove ficaram feridas.

Desde sábado, praticamente todo o Estado de São Paulo está em alerta de “perigo” para chuvas intensas no sistema de notificações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O informe apontou chuva de até 100 mm por dia e ventos de até 100 quilômetros por hora, “com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas”.

O instituto emitiu outro alerta na madrugada de domingo, no qual apontou “grande perigo” por causa do “acumulado de chuva” na Grande São Paulo e em trechos das regiões oeste e norte do Estado.

Enquanto outros estados foram castigadas pelo excesso de chuvas no período, o Rio Grande do Sul registrou umas das semanas mais quentes dos últimos anos, com ondas de calor extremo que deixaram as temperaturas acima de 40ºC. O Inmet chegou a emitir um alerta de perigo e risco à saúde para 216 municípios do Estado, com os termômetros marcando 5ºC acima da média.

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