Wilton Junior/Estadão
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Mortes em Brumadinho chegam a 110; israelenses deixam País nesta quinta

Bolsonaro publicou mensagem no Twitter agradecendo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o envio de 136 soldados

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 22h28

BRASÍLIA - As equipes de resgate confirmaram nesta quinta-feira, 31, a morte de 110 pessoas pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) - 71 identificadas. Ainda há 238 desaparecidos e outras 108 pessoas fora de suas casas. Nesta quinta, 31, o presidente Jair Bolsonaro publicou uma mensagem no Twitter agradecendo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelo envio de uma equipe do Exército para ajudar na busca de sobreviventes do desastre. 

O Planalto foi informado na quarta-feira de que os 136 militares israelense devem retornar a seu país nesta quinta-feira, às 15 horas. O governo brasileiro não soube explicar exatamente as razões. A divisão de protagonismo de trabalho no socorro às vítimas da tragédia de Brumadinho tem causado vários “curtos-circuitos” entre o governo de Minas e as Forças Armadas. Essas colocaram um contingente de mil homens, desde sexta-feira, para auxiliar no resgate de sobreviventes. Só que não houve solicitação de uso do grupo. O governo de Minas informou que não havia necessidade daquele tipo de apoio e, se precisasse, solicitaria. A avaliação de militares é de que o salvamento de Brumadinho “está muito politizado”.

A equipe de cerca de 130 soldados e oficiais israelenses desembarcou domingo à noite. Eles começaram a trabalhar na segunda-feira e logo foram informados de declarações do comandante das operações de resgate, tenente-coronel Eduardo Ângelo, de que os equipamentos trazidos de Israel para Brumadinho (MG) não eram efetivos para esse tipo de desastre. 

Questionado, o governo de Minas Gerais esclareceu que “não houve recusa de colaboração de militares” e tropas federais poderão ser solicitadas “caso haja necessidade”.

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