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Na Jornada Mundial da Juventude, papa lembra São Oscar Romero

Romero foi assassinado com um tiro no peito em 24 de março de 1980, por defender mortos e desaparecidos em seu país; evento segue no Panamá até domingo

José Maria Mayrink, O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2019 | 14h25

SÃO PAULO - O papa Francisco apresentou Santo Oscar Romero como modelo de amor à Igreja e aos pobres em seu primeiro discurso na 34ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que foi inaugurada na terça-feira, 22, e terminará no domingo, 27, com a participação de milhares de jovens do mundo.

“Invocar a figura de Romeo significa invocar a santidade e o caráter profético que vive no DNA das vossas Igrejas particulares,”, afirmou Francisco em reunião com os  bispos centro-americano, ao confessar seu contentamento por ter tido privilégio de canonizar o ex-arcebipo de San Salvador, capital de El Salvador, em 14 de outubro do ano passado. Santo Oscar Romero foi assassinado com um tiro no peito, em 24 de março de 1980, por defender mortos e desaparecidos em seu país.

Francisco disse que Oscar Romero “não foi ideólogo nem ideológico”, pois sua  ação se inspirou  nos documentos do Concílio Vaticano II.  “O pastor não pode estar longe do sofrimento de seu povo... e deve ter a capacidade de deixar-se comover à vista de tantas vidas feridas e ameaçadas.”  O papa lembrou também que o mártir de San Salvador “amou a Igreja como mãe que o gerou na fé, considerando-se por isso membro e parte dela”.

Antes de se encontrar com os bispos, Francisco fez uma visita ao presidente da República do Panamá, no Palácio Bolívar, com a presença de autoridades e representantes diplomáticos. Falou da importância histórica do país, que liga com um canal os povos da Ásia, no Oceano Pacífico, com a Europa e a África. O papa não se referiu à crise da Venezuela, mas o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano informou que ele acompanha a evolução da situação e reza pelo venezuelanos.

Voluntários

Professora de Francês com doutorado em Letras, a paulistana Lívia Miranda se inscreveu como voluntária e foi para o Panamá  trabalhar no Centro de Imprensa da JMJ. Ela e mais sete brasileiros de seu grupo  viajaram sem saber se daria para ver o papa Francisco, porque sua função seria alimentar o noticiário, 24 horas por dia no site oficial da Jornada.

“Comprei um pacote para vir como voluntária e fui mandada para o alojamento de uma escola, com direito a hospedagem, refeições e transporte local”, disse Lívia na quarta-feira, 23, ainda sem ter a certeza de assistir à Cerimônia da Acolhida, onde os jovens se encontrariam ontem à tarde com o papa.

Em São Paulo, Lívia é catequista de jovens na Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários, na Mooca, Região Episcopal da Sé. Trabalha também na Pastoral da Comunicação. 

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