REUTERS/Ralph D. Freso
REUTERS/Ralph D. Freso

Número de mortos pela polícia do Rio aumentou 26,3% em abril

Roubos de carga, carro, a transeuntes e a residências tiveram queda

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2018 | 11h43

RIO - O número de mortes cometidas pela polícia do Estado do Rio subiu 26,3% em abril na comparação com o mesmo mês no ano passado, divulgou nesta quinta-feira, 17, o Instituto de Segurança Pública (ISP), braço estatístico da Secretaria de Segurança. 

Foram 101 registros oficiais de "homicídio decorrente de oposição à intervenção policial", contra 80 em 2017. Já os índices de roubo caíram: de cargas, de carros, a ônibus, a transeuntes e a residências.

Abril foi o segundo mês de intervenção federal cujos números são divulgados por completo - a medida foi decretada no dia 16 de fevereiro, como forma de conter a violência no Estado, e, a partir dela, foram desencadeadas ações das Forças Armadas e das polícias contra o tráfico de drogas, roubos de cargas e outros crimes.

+++ Bebê de 6 meses é atingido por bala perdida na zona sul do Rio

+++ Brasil tem maior número de mortes violentas do mundo

A chamada letalidade violenta, que engloba, além das mortes em ações policiais, os homicídios, roubos seguidos de morte e lesões corporais seguidas de morte cresceu 9,8% mês passado em relação a abril de 2017 (592 casos, ante 539). 

+++ Assassinato causa metade das mortes de jovens no País

Pela primeira vez no ano o roubo de veículos teve queda em relação ao mesmo período de 2017. Foram 4.657 registros, redução de 4,8% na comparação com os 4.891 do ano passado. O número caiu mais ainda ante março de 2018 (701 ocorrências a menos). A diminuição de roubos se deu especialmente na Baixada Fluminense, em municípios como Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.

+++ PM morre durante tentativa de assalto em Botafogo, zona sul do RJ

Considerados um dos crimes mais preocupantes atualmente no Estado, os roubos de carga também foram reduzidos, em 13,6%. Os roubos a transeunte, de aparelho de telefone celular e em coletivos encolheram 12,6%, e os roubos a residência, 18,9%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.