Rafael Carneiro/Estadão
Rafael Carneiro/Estadão

Polícia chilena apura negligência em caso de família morta em Santiago

Investigação quer determinar se agentes foram acionados pela família; seis turistas morreram por inalação de monóxido de carbono

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 20h56

A polícia chilena iniciou nesta sexta-feira, 24, uma investigação para determinar se houve negligência por parte de agentes após um suposto pedido de socorro pela família brasileira que morreu intoxicada por monóxido de carbono em Santiago.

Os seis turistas brasileiros, quatro adultos e dois adolescentes, morreram nesta quarta-feira, 22, dentro de um apartamento no centro da capital chilena alugado por meio da plataforma Airbnb

Ao sentir os primeiros sintomas de mal estar, cerca de quatro horas antes da morte, chamaram supostamente a polícia para pedir ajuda, mas o funcionário enviado ao local não teria encontrado o endereço do prédio.

A polícia quer esclarecer se houve comunicação com as vítimas e, caso tenha havido, o que foi feito após receber a chamada, informou Andrés Chádwick, ministro do Interior e Segurança.

Mensagem de áudio enviada por uma das vítima a uma irmã no Brasil indicam que a família teria chamado uma ambulância, mas que o serviço não chegava. "Não consigo mais, minhas articulações também estão parando e ficando roxas. E essa ambulância não chega", disse Débora Muniz Nascimento, de 38 anos, pouco antes de morrer. 

Um representante diplomático brasileiro foi quem, após encontrar os corpos das vítimas voltou a chamar a polícia. 

A polícia chilena informou que enviou todas as informações ao Ministério Público e que iniciou "investigações administrativas" para "estabelecer" se houve negligência por parte do oficial enviado ao apartamento em um primeiro momento, disse Mauricio Rodríguez, chefe policial de Santiago.

Os turistas estavam de férias no Chile, celebrando o aniversário de 15 anos da filha mais velha. /AFP

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